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Profissionais de RH decifram
o
Enigma da Esfinge

os
dia 1º e 2 de junho deste ano, diversos profissionais de Recursos Humanos
e áreas afins se reuniram no Ouro Minas Palace Hotel, em Belo Horizonte,
com o mesmo propósito: desvendar o enigma da esfinge. Com o tema
“Decifra-me ou devoro-te – O enigma da esfinge e a gestão de pessoas”, o X
Congresso Mineiro de Recursos Humanos, realizado pela ABRH-MG, através de
palestras e atividades, instigou os participantes a pensar em seus
próprios enigmas e na necessidade de desvendá-los para não serem devorados
num mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo.
A abertura do evento se deu
através da presidente da ABRH-MG, Glória Meireles, que agradeceu à equipe
da associação pelo trabalho realizado durante oito meses para que o X
Congresso Mineiro de RH acontecesse, e provocou os participantes a
decifrar, nos dois dias do evento, o que está por trás desse tema
provocativo.
Após a abertura, aconteceu a
palestra magna: “O homem e o homem no trabalho – Decifrando o enigma dessa
diferença”, ministrada por Eugênio Mussak, professor do MBA em RH da
FIA-USP, presidente da Sapiens – Consultoria em Desenvolvimento Humano e
Educação Corporativa, articulista das revistas “Você S/A” e “Vida
Simples”, autor do livro “Metacompetência” e incluído pela revista Exame
(nov/2004) na lista dos dez consultores mais influentes do Brasil. Mussak,
através de uma metáfora da esfinge, dividiu-a nas três partes que foram os subtemas do X Congresso: Pensar, Sentir e Agir. A cabeça humana da esfinge
seria o Pen sar; o corpo de leão corresponderia ao Sentir; e as asas de
águia ao Agir. Além disso, Mussak fez um resgate histórico da esfinge,
mostrando suas variações para diversas sociedades. “A esfinge é uma
espécie de manual do cérebro. Podemos colocar o pensar, o sentir e o agir
em várias ordens na nossa vida e, com isso, construir atitudes que vão nos
tornar mais felizes ou não. Na minha opinião, as pessoas que realizam mais
são as que têm mais vontade, que pensam primeiro, depois agem e, assim,
sentem as conseqüências”, explicou o palestrante.
Mussak também
afirmou que,
antigamente, a postura
cobrada do homem no trabalho não era a mesma
cobrada nas relações
sociais. Segundo
ele, isso vem mudando à medida
que percebemos
que o ser humano
é ele em qualquer
âmbito da vida. “Com essa constatação,
percebemos ainda mais a importância
do profissional de Recursos Humanos dentro das organizações. É ele quem
media as expectativas dos diretores e dos colaboradores na empresa em que
atua. De um lado, os dirigentes querendo resultados. Do outro, os empregados
querendo ser reconhecidos e buscando pertencer ao ambiente de trabalho.
Mas, todos, são
motivados pelos sonhos, pelos desejos e pela necessidade”, contou.
Após a palestra de Eugênio
Mussak, os congressistas tiveram 30 minutos para poder visitar a
Expo-RHMinas – feira realizada paralelamente ao evento e aberta ao
público, que contou com stands de empresas com serviços voltados a
agregar ainda mais o trabalho dos profissionais de RH. Na feira, puderam
desfrutar de um belíssimo café-da-manhã.
Às 11h30, aconteceram as
palestras simultâneas “O Pensar – O desafio dos enigmas: uma abordagem
contemporânea”, ministrada por Maria de Lourdes Gouveia, e “O Agir –
Responsabilidade Social e gestão”, ministrada por Cássio Campos. (As
palestras simultâneas serão abordadas na editoria "Enigma da Esfinge" deste jornal).
Depois das palestras simultâneas, os participantes tiveram um intervalo
para o almoço e, às 14 horas, participaram da atividade de integração
“Projetar a esfinge”, desenvolvida pelo Grupo Projetar. A atividade
começou com a entrega de enigmas aos participantes, que foram divididos em
grupos. Ao desvendar o enigma, o grupo escrevia a resposta num papel e o
entregava a algum membro do Projetar. Quando todos os grupos desvendaram
seus enigmas, descobriram que cada enigma sozinho poderia não ter sentido,
mas, ao juntá-los, formava a letra de uma música. E qual seria a música? E
de qual compositor? Mais uma vez, foram impelidos a desvendar esses dois
enigmas. E desvendaram! A música era “Eu nasci há dez mil anos atrás”, de
Raul Seixas. Ao final, todos se levantaram e, juntamente com o Grupo
Projetar, cantaram essa música.
Terminada a atividade de
integração, os congressistas se dividiram em duas palestras simultâneas:
“O Sentir – Performance: Uma questão de paixão”, ministrada por José Lopes Agulhô, e “O Agir – Relações interpessoais e qualidade de vida no
trabalho”, por Edina Bom Sucesso.
Em seguida, os participantes
partiram novamente para mais uma visita à feira, regada por um bom cafezinho
mineiro.
Continuando o encontro,
aconteceram mais duas palestras simultâneas: “O Pensar – Homem: Centro da
Gestão de RH”, com Roberto Gioria, e “O Agir – Comunicação transformadora:
influência e estratégia”, ministrada por Cecília Andrade.
Para encerrar o primeiro dia
do X Congresso Mineiro de Recursos Humanos, Antônio Carlos Teixeira,
graduado em Direito e pós-graduado em Marketing, autor de três obras sobre
criatividade e inovação e certificado como facilitador pelo CPSI –
Creative Problem Solving Institute, Creative Education Foundation, da
Universidade de Búfalo (NY/USA), ministrou a palestra magna “Como criar
felicidade”. Para começar, Teixeira questionou os congressistas: “Você já
teve algum problema na vida?” Todos, em uníssono,
responderam que sim. E Teixeira continuou: “Problemas fazem parte da vida.
A
diferença é como os resolvemos”. Segundo ele, todos nós resolvemos
problemas a toda hora, mas o que nos estressa são aqueles
que não conseguimos resolver e que acabam nos trazendo
infelicidade. Para que isso
não ocorra, é importante que, primeiro, identifiquemos as causas do
problema. Depois,
pensemos nas soluções possíveis para, posteriormente, tomarmos a atitude
mais conveniente. Teixeira também afirmou que os problemas, muitas vezes,
trazem oportunidades, já que nos obrigam a ver as situações por outros
ângulos e nos exigem novas maneiras de pensar. Mas, para tanto, é preciso
ter criatividade e superar o medo, que é o maior vilão contra o sucesso e
o maior causador do comodismo. “Crie alternativas. Faça algo que te
fascine. Visualize, com detalhes, uma cena de felicidade. Faça coisas
novas e interessantes. Acredite no futuro. Adapte-se às novas situações.
Pense o que ninguém pensou antes. Quebre paradigmas.
Pare de pensar em limitações e pense nas possibilidades. Substitua as
frases negativas por pensamentos positivos. Sonhe, sem medo. Liste seus
sonhos em todos os âmbitos de sua vida. Felicidade é desfrutar o que você
tem”, aconselhou Teixeira.
“Foi a primeira vez que
participei do Congresso Mineiro e fiquei muito satisfeita com o que vi. Os
temas abordados foram extremamente pertinentes e a escolha dos
palestrantes foi fantástica. Para mim, as melhores palestras foram as
ministradas por Geraldo Eustáquio, Eugênio Mussak, Maria de Lourdes
Gouveia e Andréa Maria Silveira. Acho que a diversidade dos temas foi
muito pertinente e inovadora, trazendo luz para muitas questões
relacionadas ao papel do profissional de RH. Gostei muito da atividade
proposta pelo Grupo Projetar, pois criou uma interação entre os
participantes, e das palestras em que foram apresentados cases de
trabalhos desenvolvidos em empresas. Outro ponto que me chamou atenção foi
a organização do evento, que mostrou sua preocupação em prestigiar as
´pratas da casa`, muito competentes, por sinal”, contou a congressista Kátia Andrade,
Analista de Recursos Humanos do Minas Tênis Clube.
Segundo dia
O segundo dia do X Congresso
Mineiro de RH começou com a palestra magna “Lucro compartilhado –
Construindo o capital social da empresa”, ministrada por Marcus Rogério
Lemos, engenheiro metalurgista, ex-gerente de diversas áreas na Usiminas,
dentre elas as de Metalurgia, Comércio Exterior e Informática, e atual gerente de RH e Administração da Usiminas. Lemos fez uma
abordagem histórica da Usiminas, pegando como pontos principais a missão,
os valores e os objetivos da empresa ao longo do tempo, sempre voltados para
o bem-estar e a felicidade dos colaboradores e responsáveis pelo sucesso e
grandiosidade da organização. Para finalizar a palestra, ele destacou uma
frase dita pelo presidente da Usiminas e que, segundo ele, exemplifica bem
o que norteia a empresa: “Bons resultados são importantes e devemos
buscá-los sempre, mas sem nos esquecermos de que ter pessoas felizes é
essencial”.
Em seguida, aconteceram
simultaneamente as palestras “O Pensar – Quando ser devorado é melhor que
decifrar”, ministrada por Paulo Volker, e “O Agir – Estratégias de
negócios e desafios de RH”, com Nelson Savioli.
Entre 10h40 e 11h, os
congressistas fizeram mais uma visita à feira Expo–RH Minas e, às 11 horas,
dividiram-se para assistir às palestras simultâneas “O Sentir –
Espiritualidade nos negócios”, com Ricardo Melo, e “O Agir – Case de
sucesso CVRD – Competências para Valer”, ministrada por Dayse Gomes.

Posteriormente a essas duas
palestras, entre 12h e 13h30, houve um intervalo para o almoço, e os
congressistas voltaram para assistir a uma belíssima apresentação do Grupo
Tambolelê e das Chicas da Silva, que encantaram os palestrantes com sua
música e seu talento.
Logo depois, os
participantes se dividiram para assistir às palestras “O Pensar – Claro
que é possível agir de forma lúdica em um mundo bélico”, ministrada por
Geraldo Eustáquio, e “O Agir – Painel Top RH: Enigmas e desafios da gestão
de pessoas”, com Maria Lúcia Rodrigues, Ricardo Diniz e Margareth
Sacchetto, contando com a participação de Inácia Soares como moderadora.
Às 15h40, aconteceu a última
visita à feira e, em seguida, as palestras simultâneas “O Sentir – Assédio
moral no trabalho”, por Dra. Andréa Maria Silveira, e “O Agir –
Competências essenciais do líder – como obter sucesso profissional e
felicidade pessoal”, ministrada por Amália Sina.
A última palestra do evento,
“O lado ´sol` e o lado ´sombra` na gestão à brasileira”, ministrada por
Betânia Tanure, psicóloga, Ph.D. pela Brunel University, especialista em
Consultoria Gerencial pelo Henley Management College (Inglaterra),
professora de Comportamento Organizacional, professora convidada do Trium
– New York University, London School of Economics e HEC, possui artigos e
livros publicados. Tanure também começou sua palestra com um
questionamento: “Como anda o lado ´sol` e o lado ´sombra` na gestão de
Recursos Humanos?” Para responder a essa pergunta, a palestrante começou
falando sobre as características mais marcantes do povo brasileiro, como
criatividade, flexibilidade, autoritarismo, conservadorismo, entre outras,
e apontou um dos grandes problemas que ocorrem nas empresas brasileiras: o
conceito de performance sustentável, em que o subdesenvolvimento
satisfatório ainda prevalece. Tanure também falou sobre as características
intrínsecas a um líder, afirmando que ele é aquele que se preocupa
verdadeiramente com as pessoas, mas sem deixar de lado a tarefa árdua de
exigir um bom trabalho, de cobrar resultados e de demitir, quando
necessário.
Para finalizar o X Congresso
Mineiro de Recursos Humanos em grande estilo e prestigiando, mais uma vez,
a cultura de Minas, aconteceu o show de Saulo Laranjeira, divertindo e
emocionando os congressistas e os organizadores do evento.
“Participo quase sempre do
Congresso Mineiro e, neste ano, achei que os temas das palestras estão
mais fundamentados e voltados para os cenários e as tendências atuais da área
de Recursos Humanos. Também achei a organização excelente, assim como a
feira Expo–RHMinas. As palestras que mais gostei foram a da Maria de
Lourdes Gouveia e a do José Lopes Agulhô, mas, em geral, todas as
palestras agregaram valor. Conheço o trabalho da ABRH-MG há muito tempo e
acho fundamental para aproximar os profissionais de RH, bem como para
fornecer informações acerca da nossa profissão”, disse Luciana Rodrigues
Ferraz, Diretora da Ação Gerencial Ltda, empresa de prestação de
consultoria em Recursos Humanos.
Crédito das Fotos: Demerval
Filho
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