Informativo Mensal Julho de 2004


 

 

 

ABRH-MG e Grupo Telemar realizam palestra com Eduardo Giannetti


Tema: “Felicidade – bem-estar na sociedade contemporânea”.

Palestrante: Eduardo Giannetti é graduado em Economia (1978) e em Ciências Sociais (1980) pela USP e PhD em Economia pela Universidade de Cambridge, Inglaterra (1987). É professor das faculdades Ibmec de São Paulo. Possui livros publicados e artigos em periódicos especializados.

 

Programação:

Data: 13 de julho

Local: Teatro Klaus Vianna

Horário:

18h30 – Coquetel

19h30 – Abertura do evento

21h30 - Encerramento

Apresentação dos humoristas:
Totonho e Cajú

Sorteio de brindes e aparelhos Oi.

Inscrições: eventosabrhmg@taskmail.com.br

ou através dos telefones: (31) 3227-5797 / (31) 3225-0069

Evento gratuito.

10º Congresso Mundial de Gestão de Recursos Humanos
 

     Associe-se à ABRH-MG e ganhe um super desconto no 10º Congresso Mundial de Gestão de Recursos Humanos e no 30º CONARH, que acontecerão entre os dias 17 e 20 de agosto de 2004, no Rio de Janeiro.

    

 

A partir de 1º de julho de 2004:

Preço Brasil - R$ 3.780,00

Preço ABRH - R$ 1.700,00
 


 

 

 

 

 

 

10o Congresso Mundial de Gestão de Recursos Humanos

30o Conarh

 

 

 

 

 

 
 

Pela primeira vez no Brasil, o maior evento de gestão do mundo!

 

17 a 20 de agosto de 2004 - Rio Centro - Rio de Janeiro

 

Mais de 70 líderes nacionais e internacionais. Entre eles:

  • Ricardo Semler: “The Seven Day Weekend” – O trabalho na nova economia;

  • Paul Evans: Mudança em zig-zag;

  • Kenneth Cooper: O coração do capital humano;

  • Robert Levering: As melhores empresas para se trabalhar;

  • Oscar Motomura: O futuro do conhecimento;

  • Cathy Kopp – Accor – Günther Fleig – DaimlerChrysler;

  • Jacques Beauchet – Carrefour: RH´s globais.

  • E mais:

Encontro dos Gurus

Pesquisas globais de RH

Salas de casos

Sessão Multimídia

 

Inscrições e Programação Completa: http://www.conarh.com.br

Informações: (11) 3951 8883

 

 

 

 

 

 

 



   

Uma abordagem preliminar com os gerentes de agência de um banco em Minas Gerais

 

Resumo


s transformações verificadas no mundo da produção e do trabalho têm levado as empresas a se constituírem em centro das atenções e tensões do mundo contemporâneo. Protagonista nem sempre bem entendido, com pouca compreensão de seu real papel, o Gerente surge impávido, merecendo maior atenção. Compreendê-lo melhor para melhor compreender as relações por ele mediadas e que afetam o universo organizacional é a intenção deste trabalho.  Focando o conjunto de gerentes de agências de uma importante instituição financeira brasileira em Minas Gerais, buscou-se identificar, ainda que preliminarmente, os aspectos mais relevantes na constituição do que se convencionou denominar “mal-estar gerencial”. A expressiva amostra final da pesquisa de campo (268 sujeitos) se constitui em diferencial do trabalho que, considerando o universo da instituição pesquisada, ganha contornos quase censitários no âmbito estadual (352 agências) e permite inferências nacionais no âmbito interno da organização.
Propicia, ainda, a comparação com trabalhos similares, realizados em nível regional, nacional e mesmo internacional, nos quais se baseou. O conjunto de gestores pesquisados revela - pelo lado profissional - suas percepções quanto aos desafios da atuação gerencial, o futuro da carreira e suas necessidades mais prementes de aprimoramento. Quanto à realidade de vida pessoal dos gestores, a pesquisa aponta para um conjunto extenso de carências que merecem ser melhor compreendidas. 

Palavras-chave: Gerente, mal-estar, qualidade de vida, estresse, subjetividade. 

       
Se, com o advento da empresa industrial, em meados do século XIX, surge a administração enquanto ramo do conhecimento científico voltado para a reflexão desse então novo ambiente de produção e reprodução, o gerente emerge nesse cenário como figura central. Ocupando um, por vezes, incômodo lugar intermediário entre o capital e o trabalho, entre patrões e empregados, nosso (des)conhecido gerente se encontra permanentemente sob ação de forças contrárias pouco conciliáveis e, portanto, diante de dilemas insolúveis.
            Como os gestores lidam com tais dificuldades inerentes à sua função e com as repercussões em suas vidas pessoais é algo que nos intriga desde há muito. Buscar identificar quais as compensações são oferecidas e/ou demandadas pelos gerentes e pelas organizações nos animou a iniciar uma maior aproximação com o tema através de uma pesquisa sistematizada cujos resultados apresentamos neste relatório.
           Apesar da imensa gama de informações produzidas sobre a temática das organizações, seu funcionamento e impactos na vida individual e coletiva, em especial a partir das últimas décadas - em que proliferaram teorias, práticas, publicações, “gurus” para todos os gostos, gêneros e fins – são ainda relativamente reduzidos os trabalhos focados no gerente – particularmente no que se refere à percepção própria desse grupamento sobre sua realidade de trabalho e de vida.
           Conforme nos ensina MELO (1996:70), “... à despeito do papel que lhe possa ser reservado em cada aporte teórico, a figura do gerente ainda permanece obscura como sujeito das práticas organizacionais”.
            Apesar de se constituírem em elementos chave nas organizações em geral, no tocante ao ramo financeiro destaca-se a figura emblemática do gerente em suas inúmeras atividades – sejam aquelas referentes ao atendimento externo (relacionamentos com os clientes), sejam as de âmbito interno (em relação aos funcionários/trabalhadores e demais recursos e sistemas organizacionais).  De fato, parece ser o ambiente das corporações do sistema financeiro, por excelência, o mundo do gerente. 
         
A instituição pesquisada, sobre esse aspecto, é exemplar. Sua estrutura de cargos, constituindo carreira “em Y”, oferece alternativas profissionais no eixo denominado técnico (atividades de apoio aos negócios – atividades meio) e no eixo denominado gerencial (atividades fim) em que surgem dezenas de cargos denominados de gerentes (gerentes de agência, de negócios, de atendimento, de relacionamento, de equipe de expediente, de núcleo, de divisão, gerentes executivos, gerentes de unidades regionais de infra-estrutura, de gestão de pessoas, de auditoria etc.).
          
Dada a enorme diversidade de temas afetos ao grupamento gerencial e nossas limitações de toda a ordem, optamos por restringir este trabalho acadêmico aos limites, nem sempre muito precisos, do que se vem convencionando chamar de mal-estar gerencial.
           A referência a certo incômodo característico do grupamento e que vem sendo pesquisado com alguma freqüência nos últimos anos nos animou a realizar uma abordagem preliminar junto ao conjunto de 352 gerentes de agência de um banco em Minas Gerais.
           O objetivo geral da pesquisa era conhecer, de forma sistemática, um pouco do universo desses profissionais da gestão – parte de seus incômodos e anseios atuais; perspectivas futuras e suas relações entre vida pessoal e profissional. Trata-se de segmento bastante diferenciado dos demais funcionários da Empresa, conforme procuramos expor ao longo do trabalho, se constituindo, portanto, em um conjunto com aparente homogeneidade, ainda que no plano das hipóteses preliminares.
         
Partir das reflexões dos próprios gerentes, de suas visões de mundo e suas  percepções, desejos e frustrações, nos parece tarefa imprescindível para o entendimento da prática gerencial passada e atual, bem como de eventuais vetores de atuação futura desse grupamento. Dar-lhes a palavra, portanto, significa o passo inicial insubstituível para uma possível descoberta do humano por detrás de cada um dos profissionais.

Belo Horizonte, 05 de julho de 2004.
 

           Leonardo Torres Teixeira Leite

               e-mail: leotorres@bb.com.br



 

 

 

               
essa edição do RH Mail, você poderá conhecer um pouco mais sobre Jane Brito Pimenta, diretora da ABRH-MG.

           Formada em Psicologia e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos, Jane traz consigo 12 anos de experiência profissional, desenvolvendo atividades na Área de Recursos Humanos, em empresas como Cia Siderúrgica Belgo Mineira - BMS, Cia Força e Luz Cataguazes Leopoldina e Skol e mais sete anos de experiência como profissional autônoma, desenvolvendo projetos de treinamentos e de consultoria como instrutora/facilitadora; seleção de pessoal, tendo prestado serviço a diversas empresas.
 

Jane também é credenciada para trabalhar com a metodologia CEFE (Competência econômica através da formação de empreendedores) – metodologia participativa/vivencial direcionada para o aprendizado de adultos e que propicia desenvolvimento econômico e social através da formação empresarial. Atualmente, é sócia-gerente da “Gente é a Diferença RH Ltda”,

Nas horas de folga, Jane prioriza a família e os amigos. Com eles, gosta de ir ao teatro, cinema, dançar, ouvir música, ler e, principalmente, viajar para visitar cidades próximas e distantes com o objetivo de conhecer culturas e costumes diferentes dos seus.

Tem como hobby a Ikebana – já montou algumas oficinas, inclusive em empresas. “A busca do equilíbrio e harmonia viabiliza a aproximação e o encantamento das mais diversas pessoas”, contou Jane.

Seus sonhos: fazer mestrado na área de gestão do conhecimento/competências e atuar como auditora na certificação da qualidade.

 




 

  Grande oportunidade de ter um Oi a partir de R$ 1


      Para as empresas que quiserem disponibilizar para seus colaboradores, com comodidade e muita facilidade, o que há de mais moderno em telefonia móvel no país, a Oi possui a oferta perfeita: o Oi Direto. Exclusivo para empresas, o Oi Direto oferece aparelhos GSM a partir de R$1 e até R$ 300 mais baratos que o preço de mercado. Demonstrado o interesse pela oferta, a Oi monta um estande na empresa para atender os colaboradores. A única exigência é que os aparelhos sejam habilitados no nome do colaborador em um plano pós-pago da Oi. O contato com a Oi pode ser feito pela própria área de RH da empresa interessada, através do telefone (31) 3229-7720 ou pelos e-mails flavio.mendes@oi.net.br, vcimino@oi.net.br ou luis.felipe@oi.net.br.





 

 

 

 

 

TreinaMinas mostrando resultados...

 









































 

                
or intermédio do ABRH-MG/TreinaMinas, Luiz Cláudio de Macedo e Simone Soraia Assunção, profissionais com formação acadêmica na área comercial, desenvolveram e ministraram voluntariamente o Curso Básico de Vendas em uma comunidade carente, na periferia da cidade de Betim-MG, assistida pela ONG-Missão Ramacrisna. No último dia 19, aconteceu a formatura da primeira turma, com alunos de idades entre 15 e 51 anos.

            A Missão Ramacrisna, por diversas vezes premiada com a menção “Bem Eficiente” e reconhecida internacionalmente, na pessoa de sua presidente Solange Bottaro, demonstrou surpresa com o trabalho realizado, dizendo que o projeto havia superado as expectativas de todos.

            Klézio Ferreira de Rezende, Gerente Geral da rede de supermercados Super Luna, que, atualmente, conta com mais de 450 pessoas no seu quadro funcional, não só tomou conhecimento do curso, como assistiu ao trabalho dos professores em sala de aula. “Com toda a certeza, é através da qualificação dos colaboradores que teremos uma organização melhor e mais próspera. O curso consegue ser eclético por atingir pessoas de idades e níveis culturais diversos”, disse Rezende, anunciando que, nas próximas contratações, a empresa prestigiará os alunos do curso, convidando-os para entrevistas. “Vocês talvez não saibam o favor que estão fazendo à cidade de Betim”, disse, referindo-se, ainda, aos professores.

            Durante oito meses, Luiz Cláudio e Simone se dedicaram à construção do projeto, que contou com o apoio da psicóloga empresarial Cláudia Ferreira dos Reis. O resultado do empenho foi o reconhecimento de entidades como PROCON, Associação dos Consumidores e Donas de Casa, CDL, do segmento empresarial e de instituições de ensino da rede estadual e municipal, que solicitaram, aos mentores do projeto, palestras sobre o tema. Abordando a cidadania e a ética no atendimento, o curso abrange o desenvolvimento amplo do ser humano, inclusive em seus aspectos familiar e social.

            Outro acontecimento importante foi o convite feito ao TreinaMinas, pela ABRH Nacional, para avaliar os trabalhos que estão concorrendo ao Prêmio Ser Humano Oswaldo Checchia 2003, na modalidade “Responsabilidade Social”. A premiação dos trabalhos será realizada durante a Cerimônia de Abertura do 10º Congresso Mundial de Gestão de Recursos Humanos – 30º CONARH, em 17 de agosto, no Rio de Janeiro.
 

            O TreinaMinas esteve presente no curso Comunicação e Mobilização Social, oferecido pela empresa parceira Banco do Brasil, no qual participaram 20 funcionários do banco envolvidos no Programa de Voluntariado, bem como 20 parceiros, Ong’s, escolas, pastorais da criança, entre outras entidades. Também marcou presença no 2º Encontro do Terceiro Setor de Minas Gerais, realizado pelo Ministério Público, pela Federação Mineira de Fundações de Direito Privado e pela Associação Mineira de Promoção das Entidades de Interesse Social.
 

            Mais uma parceria importante está sendo firmada. Após uma reunião com Maria Alice de Moura, coordenadora do Curso de Secretariado Executivo Bilíngüe do Unicentro Newton Paiva, está em análise a possibilidade das alunas aplicarem seus conhecimentos como voluntárias nas instituições cadastradas no TreinaMinas.

 

            Novos Consultores Voluntários estiveram na ABRH-MG e, após entrevista e cadastramento, vêm desenvolvendo atividades na área administrativa de algumas instituições.
 

            O TreinaMinas capacitou, no primeiro semestre de 2004, 228 pessoas em 69 cursos, totalizando 616 horas de treinamento.

            Se você quer obter mais informações sobre o TreinaMinas, entre em contato com a gerente executiva Flávia Dias de Castro, de 3ª a 6ª feira, das 9h às 10 h e de 15h as 16h, pelo telefone (31) 3225.0069 ou através do e-mail abrhmgtreinaminas@taskmail.com.br 

 

                                                                               


 

Lançamento do livro: Auto - Estima e Felicidade

 

 

        
              Redescobrir o conceito de “auto-ajuda”. Essa é, em linhas gerais, a proposta de Edina Bom Sucesso. E se engana quem pensa que isso seja uma proposta pretensiosa. Com a simples máxima “toda ajuda é, na verdade, um processo de auto-ajuda”, “Auto-Estima e Felicidade” é, na verdade, um livro que mostra como o ser humano se comporta e sinaliza caminhos para a mudança de posturas que geram infelicidade.

   Para isso, Edina mergulhou fundo nas análises de perfis psicológicos, criando analogias com situações cotidianas, sobretudo para levar o leitor a uma reflexão sobre si mesmo e sobre a forma com que conduz sua vida. E esse auto-conhecimento pode ser a chave para a felicidade, embora a autora reconheça que não se obtém felicidade quando se quer, que ser feliz leva tempo e é muito mais difícil do que se imagina.

               Entretanto, Edina está consciente da importância da auto-estima e de seu papel na construção da felicidade. Por isso, abriu mão do jargão científico, das citações acadêmicas e, mesmo tendo fundamentado sua obra com toques das ciências psicológicas e organizacionais, deixa para o leitor a tarefa de se ajudar.  “Auto-Estima e Felicidade” é fruto da articulação entre a minha interpretação de aproximadamente duas mil páginas de autores que mais influenciaram o meu pensamento e minha atuação nos últimos 15 anos”, explica Edina, “e discute o papel da auto-estima nas relações interpessoais, além de convidar o leitor a repensar crenças, posturas e valores, que podem conduzir à felicidade”.

   E quem ainda não conhece os trabalhos anteriores de Edina, “Relações Interpessoais e Qualidade de Vida no Trabalho” e “Afeto e Limite: uma Vida Melhor para Pais e Filhos”, vai se surpreender com uma linguagem leve, agradável, “que fala direto ao coração, sem rodeios”, como definiu o Consultor de RH Paulo Coutinho, na quarta-capa do livro. “Auto-Estima e Felicidade” é uma pesquisa sobre o comportamento do ser humano, que tem por objetivo unicamente mostrar que ser feliz, embora difícil, é possível, através do auto-conhecimento e do equilíbrio.

 

Lançamento:
            O lançamento de “Auto-Estima e Felicidade” foi realizado através do SEMPRE UM PAPO no dia 26 de abril, às 19h30, na sala Juvenal Dias – Palácio das Artes. Na ocasião, Edina proferiu palestra sobre o tema. Entretanto, foi uma conversa informal, permeada por apresentações do músico mineiro Bruno Lopes, que cantou músicas relacionadas ao tema.

 

Público-Alvo:
           Ideal para administradores, gerentes, profissionais de RH e de Treinamento & Desenvolvimento, bem como para o leitor interessado no auto-conhecimento como forma de melhorar sua auto-estima.

 

A Autora:
         Edina de Paula Bom Sucesso é psicóloga com mestrado em Administração de Empresas. Participou do Programa Qualidade em Educação e se especializou em diagnóstico no Japão. Presta serviços de consultoria a várias empresas públicas e privadas. É diretora da Ergon Consultoria e Educação Continuada e membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Qualidade de Vida Nacional. Autora dos livros “Afeto e Limite: Uma Vida Melhor para Pais e Filhos”, pela Editora Dunya, e “Relações Interpessoais e Qualidade de Vida no Trabalho”, pela Qualitymark, Edina realiza palestras em todo o país sobre liderança, motivação e comprometimento, qualidade de vida no trabalho e desafios na educação dos filhos.

Auto-Estima e Felicidade
Edina de Paula Bom Sucesso - Recursos Humanos / Auto-ajuda - Preço: R$ 25,00
ISBN: 85-7303-465-3 - 160 páginas - 16 x 23 cm

 

 

    



 

 

Milho de Pipoca

 


 transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
 

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
 

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
 

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
 

Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E, com isso, a possibilidade da grande transformação.

            Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente.

Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado.

Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém.

Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
 

E você, o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?

 


Rubem Alves




 

 

 

36º FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG

            Entre os dias 18 e 31 de julho, em Diamantina, acontecerá o 36º Festival de Inverno da UFMG. Criado em 1967 por um grupo de professores da Escola de Belas Artes da UFMG e da Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte, o Festival de Inverno da UFMG é hoje um dos maiores programas de extensão das áreas de artes e cultura, promovido por uma instituição de ensino superior no país.

         Mais informações: www.ufmg.br/festival/

 

FESTIVAL DE INVERNO DE OURO PRETO / 2004

         O tradicional Festival de Inverno de Ouro Preto, que acontece sempre no mês de julho, começou no dia 8 e vai até o dia 31. Este ano, o evento contará com diversas atrações, como a apresentação da peça “Acredite, um espírito baixou em mim” e o show dos “Titãs”, além das oficinas que serão ministradas durante todo o Festival.

         Mas informações: www.ouropreto.com.br

 

PEÇA TEATRAL “O CASO DA RUA AO LADO”

        A peça teatral “O Caso da Rua ao Lado” chega a Belo Horizonte com Luiz Fernando Guimarães, Marisa Orth e Otávio Muller. São três apresentações no Grande Teatro do Palácio das Artes, dias 17 de julho (sábado, às 18h e às 21h) e dia 18 (domingo, às 20h). A peça é adaptada de uma das obras-primas do repertório cômico francês, “L’Affaire de la Rue Lourcine”, de Eugène Labiche, que estreou em 1857, em Paris, no Théâtre du Palais-Royal. A história fala ironicamente ao homem atual sobre uma humanidade que se move apenas por interesses e apetites. A direção é de Alberto Renault.

         Mais informações: www.palaciodasartes.com.br

 

SHOW ZÉLIA DUNCAN - "EU ME TRANSFORMO EM OUTRAS"

        "Eu me transformo em outras", mais novo CD de Zélia Duncan, chega a Belo Horizonte em um show que acontece no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, no dia 31 de julho, sábado, às 21h. O CD reúne canções já conhecidas do público. O repertório é representativo da memória recente e remota da cantora.

         Mais informações: www.palaciodasartes.com.br

 

6º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS DE BH

         Acontece em Belo Horizonte, entre os dias 22 e 31 de julho, no Cine Humberto Mauro, o 6º Festival Internacional de Curtas de BH. A entrada é franca.

         Mais informações: www.festivaldecurtasbh.com.br

SEMPRE UM PAPO - MIGUEL PAIVA E ÂNGELA VIEIRA
         O projeto Sempre um Papo traz a BH lançamento e debate dos livros "Gatão de Meia Idade" e "Meia Idade Inteira", dos autores Miguel Paiva e Ângela Vieira. O evento acontecerá no dia 19 de julho, segunda-feira, às 19h30, na sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
          Mais informações: www.palaciodasartes.com.br


 

 

 

Rhmail: Informativo Mensal da ABRH-MG - Coordenação: Cristiane de Ávila 

ABRH - MG: Presidente - Glória Rodrigues V. Meireles

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