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Informativo mensal - Fevereiro de 2008
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Dicas de saúde

 
 


No verão, os cuidados com o herpes são importantes

Os raios solares em excesso fragilizam o sistema imunológico, abrindo caminho para o vírus se manifestar. A chegada do verão é associada ao lazer, praia, piscina e muito sol. Mas é justamente nesta época do ano que a atenção à saúde deve se redobrar, pois o período também é marcado pelo aumento da incidência de determinadas doenças, a exemplo do herpes.

Isso ocorre porque, além da epiderme estar fragilizada, os raios solares atuam mais facilmente sobre as células responsáveis pela imunidade. Com essa diminuição das defesas do corpo, o vírus se manifesta na forma de feridas que se alastram pela boca e até nas genitais, provocando dor e coceira.

Segundo a dermatologista Jussara Glória R. Narciso, cooperada da Unimed Joinville, há variações no nível de infecção de pessoa para pessoa, assim como a freqüência com que ela vem e volta. “O stress, a estafa, e os exercícios físicos são causas latentes para a ativação deste tipo de problema”, explica.

A especialista estima que 80% das pessoas estão contaminadas pelo vírus herpes, mas só em 20% dos casos ele se manifesta depois de situações de estresse que baixam a resistência imunológica. E salienta que aqueles que já tiveram a primeira manifestação devem ficar mais atentos no verão e cuidar para que ela não reapareça. Afinal de contas, uma vez contraído o vírus, sempre há possibilidades de novas crises.

Saiba como fortalecer o organismo e proteger os lábios nos dias quentes:

- evite o sol forte e sempre que for à praia ou à piscina use protetor solar que contenha filtros anti-UVA e anti-UVB;
- tome bastante líquido para hidratar a pele e a mucosa da boca;
- ingira vitamina C, nutriente que reforça as defesas do organismo;
- leve uma vida saudável, alimentando-se bem e privilegiando frutas e verduras;
- pratique exercícios regularmente;
- durma o suficiente para descansar e aliviar o estresse.

E lembre-se que você aumenta a chance de contrair o vírus herpes se:
- usar copos de bares e restaurantes que não estejam perfeitamente limpos. O vírus passa ileso por uma lavagem de louça malfeita;
- passar batons de outras pessoas;
- beijar quem apresenta a feridinha na boca.

Dica: pomadas e cremes disponíveis no mercado apresentam tímidos resultados no tratamento. Já os comprimidos anti-virais são mais recomendados nestes casos.

Fonte: Unimed Brasil


Problemas bucais na gestação

Muitas vezes escutamos histórias sobre problemas bucais causados pela gestação, como enfraquecimento dos dentes, aparecimento de cáries e inflamações gengivais. Será que isso pode ser verdade? Não seria uma desculpa ou falta de orientação?

Até hoje existem gestantes que acreditam que não podem realizar tratamentos dentários, sendo que a presença de uma infecção na boca poderá causar problemas maiores até mesmo na sua saúde geral. Se mantiverem sempre a saúde bucal em ordem, dificilmente irão passar por situações críticas. Caso o tratamento seja necessário, a época ideal para a realizá-lo é no segundo trimestre, já que neste período ela se sente melhor com relação ao seu estado geral. O primeiro trimestre é sempre um período de incertezas e medos, portanto, se por acaso acontecer alguma coisa com o feto, a gestante poderá associar ao tratamento dentário, mesmo que não tenha nenhuma relação. O terceiro trimestre é sempre bom evitar, já que a hora do nascimento começa a se aproximar e não queremos ter nenhuma surpresa. Na verdade, durante esses nove meses de gestação, não há motivos para deixarmos os dentes sem tratamento, principalmente quando necessário.

Muitos ainda acreditam que gravidez estraga os dentes, isto é, que ficam enfraquecidos devido à perda de minerais dos dentes da mãe para a formação óssea do bebê. Isso não é verdade! Os minerais são oriundos da alimentação e dos complementos vitamínicos ingeridos pela mãe. A partir da sexta semana de gestação, os “dentes de leite” do bebê começam a se formar e, a partir do quinto mês, os dentes permanentes; portanto a alimentação adequada e a saúde geral da gestante serão fatores primordiais para a formação de dentes sadios e para a boa saúde bucal do bebê.

O aparecimento de cárie durante a gestação pode estar relacionado com o aumento da acidez da saliva devido às alterações dos hábitos alimentares, náuseas, vômitos e a ingestão de alimentos mais ácidos; além da falta de uma adequada escovação e, principalmente, da negligência ao uso diário do fio dental.

As inflamações gengivais possuem uma justificativa maior para essa associação com a gravidez, já que as alterações hormonais podem aumentar a vascularização do periodonto (ligamentos e gengivas) e, conseqüentemente, afetar a saúde da gengiva. As gengivas das pessoas com higiene bucal deficiente e que já estão inflamadas, durante a gestação, podem ficar muito piores, aumentando o inchaço e o sangramento.

Os problemas bucais durante a gravidez podem ser evitados com uma dieta balanceada, uma boa higiene bucal e, principalmente, com consultas periódicas ao seu dentista, que sempre irá analisar e reforçar a técnica de higienização mais adequada para você.

Dra. Iara Hamaoka
Cirurgiã-Dentista especialista em Periodontia
Responsável por Promoção de Saúde na OdontoPrev

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