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Informativo mensal - Maio de 2008
Uma fonte mensal de idéias divulgadas entre os seus colegas de trabalho.

Dicas de saúde

 
 


A importância da Ginástica Laboral no trabalho

Embora as primeiras manifestações da preocupação em realizar atividades físicas no trabalho datem de mais de 100 anos, a Ginástica Laboral é um ramo relativamente novo para grande parte das empresas. Este tipo de exercício começou a ser compreendido como um grande instrumento para a melhoria da saúde física do trabalhador, reduzindo e prevenindo problemas ocupacionais, por meio de atividades específicas, realizadas no próprio local de trabalho.

A Ginástica Laboral não sobrecarrega nem cansa o funcionário, porque é leve e de curta duração, e traz, entre outras coisas, maior integração da equipe. Seu objetivo é promover adaptações fisiológicas, físicas e psíquicas, por meio de exercícios dirigidos que:

- Trabalham a postura,
- Aliviam o estresse;
- Diminuam o sedentarismo;
- Aumentam o ânimo para o trabalho;
- Aumentam a integração social;
- Melhoram o desempenho profissional;
- Diminuam as tensões acumuladas no trabalho, como a fadiga visual, corporal e mental por meio das pausas para os exercícios;
- Previnam lesões e doenças por traumas cumulativos, como as LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e os DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).

A Ginástica Laboral, além de trazer benefícios para os empregados, pode acarretar resultados positivos para a empresa. Profissionais motivados faltam menos, produzem mais, e trabalham juntos para o sucesso da empresa.

As atividades podem ser feitos individualmente, em dupla ou em grupo. Aqui estão alguns exercícios individuais, que feitos duas a três vezes por dia, podem ajudar para uma qualidade de vida melhor, inclusive no trabalho.


Dobre o pulso para baixo e alongue os dedos durante 30 segundos.


Aperte uma esponja ou uma bola de espuma com a mão repetidamente, faça o mesmo com a outra.


Abra e feche as mãos várias vezes.


Dê “petelecos” em uma bolinha de papel. Faça isso com todos os dedos e as duas mãos.


“Comigo isso não irá acontecer!”

Algumas pessoas sofrem de dor de dente sem ter nenhuma patologia aparente, isto é, sem indícios de cárie, infiltrações ou traumas. Nestes casos, elas podem estar frente a uma manifestação que chamamos de hipersensibilidade dentinária. Como o próprio nome diz, essa sensibilidade tem origem na dentina. Essa camada do dente é localizada abaixo do esmalte e é permeável. A dentina, ao ficar exposta no meio bucal, frente a estímulos quentes, gelados, doces, ácidos ou ao simples toque, transmite essa sensação ao nervo, originando a dor que nem sempre se manifesta constantemente.

Como todos sabem, existem doenças que imaginamos que só irão acontecer com os outros e nunca com a gente e nem com os nossos parentes. Mas, infelizmente, elas acontecem. E então nos sentimos impotentes, frágeis e muitas vezes arrependidos, principalmente quando se trata de doenças que poderíamos ter prevenido. O câncer bucal é uma doença, por exemplo, que é possível fazer a prevenção, com a eliminação dos fatores de riscos aos quais muitos se expõem diariamente, como a má higienização bucal, presença de dentes quebrados, próteses parciais removíveis e totais mal adaptadas. Sem falar dos hábitos de fumar, consumir bebidas alcoólicas e, no caso do câncer labial, exposição à radiação solar. Segundo um levantamento do CRO (Conselho Regional de Odontologia), no Brasil, mais da metade dos casos de câncer bucal são diagnosticados tardiamente. O que fazer?

Mais uma vez, informações e visitas regulares ao dentista irão ajudar na prevenção de mais uma doença bucal. O auto-exame também se apresenta como uma ferramenta fundamental, que deve ser realizada a cada 3 meses e que poucas pessoas conhecem. Basta ficar diante do espelho em um local bem iluminado e seguir as instruções abaixo:

•  Remova a prótese, se houver.
•  Escove os dentes e enxágüe bem.
•  Verifique, com a ajuda dos dedos, todas as regiões da boca como: lábio inferior e superior, língua (principalmente as bordas), assoalho de língua (em baixo), parte interna da bochecha, palato (“céu da boca”) e amígdalas.

O que devemos procurar no auto-exame bucal?

•  Feridas que não cicatrizam em 21 dias.
•  Manchas brancas, vermelhas ou negras.
•  “Carnes crescidas” ou “caroços”.

Seguindo essas medidas, poderemos verificar, logo no início, qualquer alteração na nossa cavidade bucal, evitando assim o desenvolvimento da doença e aumentando as chances de cura e sobrevida. Se você identificar alguma dessas alterações descritas acima, procure seu dentista para maiores esclarecimentos. Pessoas idosas normalmente não conseguem realizar o auto-exame bucal sozinhas e necessitam de ajuda.

Que tal darmos mais atenção à nossa saúde bucal, já que ela está diretamente relacionada com a nossa saúde geral, bem estar e qualidade de vida? Sempre é bom pararmos e refletirmos um pouco sobre a nossa vida e o que queremos para os próximos anos, vocês não acham?

Dra. Iara Hamaoka
Cirurgiã-Dentista especialista em Periodontia
Responsável por Promoção de Saúde na OdontoPrev

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