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ABRH-MG encerra a 14ª edição do Congresso Mineiro de Recursos Humanos com sucesso de público e crítica

Ssegundo a organização do evento, cerca de 600 pessoas participaram das atividades; veja síntese das palestras e debates

Estimular reflexões, questões, a busca por aprendizagem e a troca de informações inovadoras. Com este objetivo traçado (e alcançado) a ABRH-MG encerrou, no dia 20 de maio, a 14ª edição do Congresso Mineiro de Recursos Humanos. Pela primeira vez em sua trajetória, o evento foi realizado durante três dias e reuniu um público de quase 600 participantes, segundo a organização do COMRH.

De acordo com a presidente da ABRH-MG, Cristiane de Ávila, o tema deste ano “A liderança inovadora e criativa: um salto para a competitividade” surgiu com a necessidade de discutir o papel do líder numa sociedade em constante mudança. “O conceito do xadrez, ícone desta edição, é coerente com a temática pois representa um jogo em que se equilibra estratégias e práticas”, disse.

“No congresso proporcionamos o contato do profissional de RH com o que há de ponta na sua área de atuação, com as novidades praticadas pelas lideranças em organizações de renome e um excelente network”, destacou Cristiane. Segundo ela, a grande adesão dos profissionais ao evento demonstra a importância das atividades e temática propostas para o profissional de recursos humanos. “O COMRH está entre os três maiores eventos do Brasil dedicado aos gestores de pessoas”.

Cristiane destacou ainda que a Expo ABRH-MG, feira de produtos e serviços do setor que compõe a programação do Congresso, também foi uma ação importante de estímulo ao acesso às novidades. “A feira é um espaço muito útil para o congressista pois em um dia e meio (tempo de duração da exposição) o profissional tem condição de avaliar diversos fornecedores e escolher o que é necessário para sua organização. É muito bom também para o expositor, que apresenta seu negócio/produto, para seu público-alvo, formado por potenciais clientes”, afirmou.

O novo formato do congresso com um dia reservado à realização das oficinas técnicas e artísticas também foi destacado pela presidente. “Foi uma experiência muito bem-sucedida. Um dia antes da realização das atividades, quase todas as oficinas estavam com as vagas preenchidas. Isso demonstra o interesse do congressista pelas práticas ofertadas”, destaca. “Este novo formato trouxe mais dinâmica ao evento e será mantido na próxima edição do COMRH”.

Já a presidente da ABRH Nacional, Leyla Nascimento, que participou da abertura oficial do congresso, enfatizou a importância dos gestores de pessoas. “O profissional de RH é muito importante para o planeta. Somos a quinta potência do mundo. Como vamos ter pessoas qualificadas para atender essa demanda?”, questionou. “É nessa criação de novos valores para o RH, que o congresso é importante”, ressaltou.

Próximo COMRH será realizado em maio de 2011

“Os novos imperativos estratégicos na gestão de pessoas: evitando as surpresas da próxima década” será o tema da 15ª edição do COMRH, que vai ocorrer em maio de 2011. O evento, cujo lançamento oficial foi realizado no encerramento do congresso, terá como objetivo levantar uma discussão sobre o que fará diferença na gestão de pessoas e antecipar possíveis surpresas nos próximos anos.

De acordo com Cristiane de Ávila, faz parte da proposta analisar competências, ferramentas, mudanças de foco, atuação das gerações como diferencial, infra-estrutura e como estar ainda mais preparado como profissional de RH.

á para a vice-presidente da ABRH-MG, Clarice Andrade, que coordenará o XV COMRH, será preciso muita ousadia, arrojo, conhecimento, planejamento estratégico e seriedade para fazer frente às surpresas da nova década. Segundo ela, o desenvolvimento das infra-estruturas, das pessoas, a garantia da independência econômica e financeira, o desenvolvimento de metodologias e da estrutura organizacional constituem os cinco imperativos estratégicos na Gestão de Pessoas para os próximos 10 anos. Esses temas serão os pilares que sustentarão as discussões do XV Congresso Mineiro de Recursos Humanos.

Veja abaixo a síntese das palestras e painéis realizados no XIV COMRH:

PALESTRAS

Eugênio Mussak – “Liderar é uma escolha”

O educador Eugênio Mussak abriu sua palestra com a seguinte questão: “dá para aprender a ser um líder?. Segundo ele, essa é uma pergunta muito freqüente entre os profissionais envolvidos com a gestão de pessoas. Primeiramente o educador fez uma breve contextualização histórica sobre o tema liderança. “Debates sobre a importância do tema surgiram após a 2ª guerra mundial. Naquela época a liderança era considerada como um dom, e por muito tempo foi tida como uma qualidade nata , o que provocou reflexos até os dias de hoje”.

Logo após, explica Mussak, veio à tona o fator contingencial. “Dependendo da contingência qualquer um pode ser líder. Ou seja, todos podem aprender”, disse (desnecessário o “disse” aqui, pois vc já disse que ele explica, antes das aspas, e já faz referencia novamente no início da próxima frase). Isso significa, de acordo com ele, que a liderança pode ser tanto um dom como uma virtude. “É importante pensar também que a liderança é sim uma competência que pode ser desenvolvida (por qualquer um). Mas é preciso ainda questionar até mesmo os líderes natos. Existem líderes natos que são péssimos líderes”, ressaltou.

De acordo com Eugênio Mussak, existe um conjunto de três fatores importantes para o exercício da liderança: 1 – fazer escolhas e assumir responsabilidades; 2 – estimular o pensamento dos outros; e 3 – transgredir o estabelecido e realizar mudanças. “Acima de tudo liderar é uma escolha. Escolha que está diretamente atrelada à responsabilidade”, disse. Ele ressalta que o preço do poder é a responsabilidade. O líder não responde por ele mas por todos os integrantes da sua equipe”. “A coragem, a persistência, o processo de amadurecimento e a relevância da ideia ia são características muito importantes também”.

Estar aberto às mudanças, ser flexível, estar atento ao dinamismo do mundo atual, saber estimular sua equipe e conscientizar os funcionários que o trabalho não acontece sem ele, também foram citados por Eugênio Mussak como fatores de extrema importância para uma liderança bem-sucedida.

Edina Bom Sucesso – “Como liderar em momentos de crise?”

Os resultados da crise econômica de 2009 e como lidar com o novo contexto empresarial foram temas da palestra “Estratégias e oportunidades para o desenvolvimento de líderes”, de Edina Bom Sucesso.

A psicóloga e consultora de empresas mostrou como a crise do ano passado foi um momento de incertezas e mudanças nas empresas, o que colocou os líderes em uma situação peculiar. Eles foram obrigados a se expor, tomar decisões complicadas e em curto prazo de tempo.

Mas, como lidar com este momento, dentro das empresas? Edina frisou a necessidade de que os líderes não se escondam atrás de suas mesas. “É importante que os líderes estejam presentes na linha de frente, que se abram para o diálogo e análise de informações”, afirmou. “Não se pode evitar falar dos problemas”, aconselha.

De modo descontraído, com piadas e interação com a platéia, Edina sugeriu uma pequena dinâmica, em que o público deveria conversar entre si a respeito de como deve se portar um líder em momentos de incerteza.

Andrea Krug – “Disseminamos um conhecimento que é produzido em conjunto e que será repassado para todos”

Andréa Krug, diretora de desenvolvimento da Oi, iniciou sua fala exemplificando como funcionam os processos de recrutamento de pessoas e do relacionamento entre líderes na empresa de telefonia Oi celular.

De acordo com ela, até 2007, a gestão de pessoas era realizada nos moldes tradicionais. Hoje as pessoas são consideradas o centro da empresa, gerando assim um jeito Oi de liderar. Isso implica em treinar os lideres diariamente, trabalhar sempre com a verdade e estimular a interação de todos os gestores.

O processo de aprendizagem também é diferenciado, segundo ela. A capacitação dos líderes ocorre com a visão de diferentes profissionais da área. “A Oi ainda tem hierarquias, mas o conhecimento é produzido em rede. Disseminamos um conhecimento que é produzido em conjunto e que será repassado para todos”, disse. Andréa acredita que as instituições de poder estão começando a se diluir nas organizações. É por isso que na Oi todos os cargos estão disponíveis e todos os funcionários podem pleitear a vaga. A empresa também tenta visualizar as características de seus líderes, já que cada líder é diferente do outro. Assim o foco da empresa está no individuo e no negócio. “A gente entende que devemos apostar no outro para que virem lideres inspiradores”, comentou.

Além disso, para Andréa, é preciso aproveitar os momentos de crise para reflexão. Ela exemplificou como a crise que surgiu na empresa após a divulgação dos números de reclamações que ela recebe diariamente. Para lidar com a insatisfação dos gestores ela propôs uma reflexão: “Qual a manchete da Oi vocês querem ver no futuro?”, perguntou Andréa aos gestores que responderam: “Oi vira o jogo”.

Sineval Martins Rodrigues – “É preciso reinventar a capacidade de influenciar e liderar pessoas”

O sociólogo Sineval Martins Rodrigues abriu sua palestra levantando uma questão em torno do atual modo de vida da sociedade. Ele fez um breve apanhado histórico sobre as formas de ver o mundo. Citou Demócrito, com uma visão dicotômica, separada em partes; Heráclito, com uma forma de pensar mais sistêmica, explorando a totalidade e os processos; e Pitágoras, cuja visão era relacionada às correlações, razão e emoção.

De acordo com Rodrigues, o atual modo de vida é muito influenciado pelo ambiente organizacional. “Essa influência já foi percebida no século XIX”, destacou. E, pensando na importância das organizações na influência na vida das pessoas, que é preciso, hoje, reinventar a capacidade de influenciar e liderar pessoas. Além disso, ele explica que o líder exerce um papel social se constituindo como um intelectual coletivo. É para tratar dessa complexidade que precisamos mudar nossa forma de pensar a relação do líder com a sociedade.

Frederico Porto – “Aposta no modelo integral para pensar sobre a liderança”

Frederico Porto, psiquiatra e nutrólogo, iniciou sua palestra problematizando a diversidade de conceitos que envolvem a palavra liderança. “Imagin e um médico sem saber conceituar o que é um fêmur”, aponta. Essa flexibilidade do conceito é mais uma das dificuldades que o líder precisa enfrentar. É por isso que não é possível separar lideres, liderados e contexto. “Não tem como ser líder sem ser liderado”. É por isso que, de acordo com Frederico, o líder precisa ter conhecimento de si, do outro e do mundo.

Isso explica o fato do pesquisador apostar no modelo integral para pensar sobre a liderança. Dada a complexidade do conceito, esse modelo abarca todos os outros proporcionando uma visão mais holística do assunto. Para exemplificar o modelo, Frederico Porto demonstrou os vários níveis em que uma liderança pode se encontrar. Esses níveis são relacionados às cores. O púrpura, por exemplo, representa o primeiro nível, em que as principais características negativas resultam em um líder supersticioso e temeroso. Já o vermelho é a expressão de um Eu todo poderoso. “Aqui, o indivíduo consegue expressar o seu eu, mas tem uma tendência ao autoritarismo. O grande problema é que esse tipo de líder tem visões de curto prazo”.

O nível azul volta a se preocupar com o nós, só que esse sacrifício em prol do outro está ligado a laços de sangue ou de ideais. Esse tipo de líder traz ordem e estabilidade, mas pode ser rígido e fanático. “Como vai gerenciar indivíduos de outro nível? Esse líder é típico de empresa que só pensa em controlar o fundo de caixa”, acrescenta Frederico. O nível laranja representa o eu estratégico. Esse nível de liderança também expressa o eu, mas com noção de futuro. O líder batalha pela autonomia, independência e sucesso e aprende com sua experiência. O grande problema é que ele é materialista e auto-concentrado.

De acordo com Frederico, a nossa realidade empresarial gira em torno dos níveis azul e laranja. Já a liderança que está no nível verde é aquela que apenas chega a uma decisão através do consenso. Ela passa a se sacrificar pelo planeta e tenta partilhar os recursos da sociedade. “O grande problema para esse tipo de liderança é que nem todas as decisões podem ser tomadas a partir de um consenso e um líder precisa de autonomia. Além disso, impõe formas cegas de pensar e tende a negar a singularidade dos liderados”, destacou.

Mesmo que todo o nível tenha suas características negativas, o que consegue harmonizar melhor as características dos outros níveis é o amarelo. De acordo com Porto, esse é o líder que mais devemos incentivar. “Esse líder é flexível, adota uma postura aberta, aceita a complexidade dos fenômenos e tem visão ampla”. Para o pesquisador, o grande ícone desse tipo de liderança é o presidente dos EUA Barack Obama.

Lívia Sant'Ana – "Identidade e flexibilidade de atuação, importância de pensar global e agir localmente"

“Liderança de RH – Em sintonia com o negócio” foi o título da palestra ministrada pela diretora de recursos humanos da Mendes Júnior, Lívia Sant'Ana. Ele iniciou a explanação enumerando algumas características que são essenciais para o gestor de pessoas. Segundo ela, é muito importante que o gestor tenha identidade e flexibilidade de atuação. É também necessário que o profissional desenvolva a capacidade de pensar global e agir localmente.

O principal papel do profissional de recursos humanos, como afirmou Lívia, é apoiar a empresa, entender as demandas e fornecer à organização um modelo de gestão. Para isso é preciso aprender a ler o contexto e se valer do conceito de “coopetição” que associa competição com cooperação.

Carlos Hilsdorf – “Uma atitude inovadora consiste em transformar as dificuldades em oportunidades”

Com muita desenvoltura e bom-humor, Carlos Hilsdorf deu início à palestra Atitudes Vencedoras. Utilizando de diversos objetos e formas geométricas, ele demonstrou quão desafiadora pode ser a tarefa de um profissional de recursos humanos. Além do trabalho qualitativo, o RH deve expressar suas ações em números. “É um desafio pois os seres humanos não cabem numa planilha”, acrescenta. Carlos acredita que vivemos na era mais feminina da humanidade, já que 85% do poder de decisão de compra está nas mãos das mulheres. E acrescenta: “não se trata de uma era de mudança e sim uma mudança de era”. Para Hilsdorf não existe algo de tão novo no ambiente corporativo. Os desafios são diferentes, mas as ferramentas continuam as mesmas.

Assim, ele enumerou as possíveis atitudes em momentos de crise e de transformação como o que vivemos atualmente. Os lideres podem gerar um ciclo de atitudes limitadoras onde a dificuldade gera um problema que leva a crise até chegar ao caos. Uma atitude inovadora consistiria em transformar as dificuldades em oportunidades, sucesso em superação ou inovação. Para fazer das dificuldades em oportunidades é preciso elevar a consciência e transformar conhecimento em sabedoria. “A liderança é algo que os liderados nos entregam, não é uma imposição. Nós atuamos na espiritualização das organizações”.

PAINÉIS

Liderança através das gerações

Participantes: Erun Diniz, Marcos Jerry, David Braga, Lauana Tayná e a mediadora Adriana Prates

Uma das questões mais evidentes, em termos de convivência nas empresas, é o conflito entre diferentes gerações. Devido à maior longevidade da população, as gerações dos Baby Boomers, X, Y e Z estão, cada vez mais, partilhando salas, tarefas e também cargos de liderança.

Erun Diniz, consultor e coach de executivos, representou a geração dos boomers, que nasceu entre 1946 e 1964. Marcos Jerry, gerente administrativo do Minas Tênis Clube, foi o exemplo de X (entre 1965 e 1981). David Braga, graduado em relações públicas e com pós em Marketing Estratégico pela FGV, falou pela geração Y (anos 80) e a jovem Lauana Tayná, de 16 anos, que trabalha como auxiliar administrativa da Vivo Minas, representou a geração Z (que tem entre 6 e 17 anos).

Uma das pioneiras no uso do coaching executivo no Brasil, Adriana Prates, presidente da Dasein Assessoria, citou números a respeito da ocupação de altos cargos por cada geração. Segundo ela, os veteranos – que já estão saindo do mercado de trabalho -, ainda ocupam 8% dos altos cargos de gestão. Já os boomers representam 45% dos altos cargos. A geração X tem 73% das posições de liderança (médio e alto cargos) e a Y ocupa 18% delas, com predomínio de médios cargos.

Ela também apresentou resultados de uma pesquisa, realizada pela internet com as diferentes gerações, em que elas responderam questões a respeito de sucesso e liderança. Apesar da diferença de idade e dos contextos em que viveram até agora, pessoas de todas as gerações deram a mesma definição de sucesso: ter um bom trabalho, estabilidade financeira, família e saúde. Já em relação à liderança, as características marcantes de cada geração são muito diferentes. A palavra-chave de como liderar, para os boomers, é o consenso. A geração X lidera pela competência. A Geração Y preza pelo coletivismo e a Z tem como foco as mídias sociais.

As gerações Y e Z, aliás, devem ficar atentas e se preparar para o futuro. De acordo com Adriana Prates, haverá escassez de liderança nos próximos 5 a 10 anos, já que o crescimento dos mercados coincidirá, neste período, com a aposentadoria dos baby boomers.

Após a conversa, a palestrante sugeriu algumas lições para líderes em contextos de crise. Além da importância de estar na “linha de frente”, ela ressaltou a necessidade de se tomar decisões firmes, mesmo que doam. De acordo com ela, a dificuldade que a escolha gera se paga pela transformação do medo em otimismo no futuro.

Liderança Feminina

Participantes: Cláudia Mourão, Lívia Sant'Ana, Tereza Guimarães e a mediadora Laura Lima

Os obstáculos que uma mulher enfrenta para se tornar uma líder, foi um o assunto que abriu o painel Liderança Feminina. Lívia Sant'Ana, diretora de Rh da Mendes Júnior, respondeu indicando o fato de o gênero não ter sido um empecilho para se tornar uma líder num ramo comandado, geralmente, pelos homens. “Eu só sabia que tinha que vencer e gostava muito de liderar. As mulheres ainda têm muito espaço para conquistar, mas a chave é não tentar ser homem e assumir a feminilidade”, afirma.

Sobre essa questão, Tereza Guimarães disse que demorou um pouco para se assumir “atitudes mais femininas” no ambiente profissional. “Eu percebi que minha feminilidade não precisava ficar fora da gestão”, afirma. Além disso, todas as integrantes do painel apontaram as características femininas que facilitam uma gestão e liderança de sucesso. Cláudia Mourão relata que sua empresa é formada, em sua maioria, por mulheres. Mesmo trabalhando num ramo masculino, ela acredita que as mulheres são firmes nas ações, mas sensíveis nos relacionamentos humanos. “Nós somos multifuncionais, temos mais musculatura aliada à transparência. Temos mais características de liderança”, completou.

“O papel do Líder de RH em um ambiente inovador”

Participantes: Frederico Melo, Marco Adriani, Renata Vilhena e o mediador Paulo Maia

Questões sobre as dificuldades e desafios que a gestão de RH tem enfrentado no século XXI foram colocadas na abertura do debate. O diretor de RH da Comau do Brasil, Marco Adriani, disse que “o mundo foi chacoalhado pela crise. E em momentos como esse precisamos nos reinventar. É por isso que nesta década a a gestão de pessoas será ainda mais desafiadora”, afirmou. É dentro desse cenário que os profissionais de RH precisam se diferenciar. Para ele, o papel do RH é justamente o de orientar a empresa na questão da inovação que é tão almejada pelas organizações.

Adriani questionou o fato de algumas empresas ainda se perguntarem sobre a necessidade do RH. Ele explica que o RH é mais do que necessário, mas que é preciso mudar a sua forma de atuação. “Precisamos de um RH alinhado à empresa, ligado ao business. “O problema é que o RH ainda é visto como uma área burocrática”, acrescenta.

Frederico Melo, subsecretário de Gestão da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), apontou os grandes desafios da gestão pública em incorporar algumas ferramentas da iniciativa privada. A estabilidade dos cargos juntamente com a intensa burocratização dos processos faz com que a implantação de um RH inovador seja ainda mais difícil. Porém, ele apontou algumas inovações que o atual governo tem implementado para uma gestão mais eficiente e alinhada ao mercado.

“O Estado está tentando incorporar ferramentas da iniciativa privada, mas é um grande desafio inovar na gestão publica. A legislação é corporativista e cheia de barreiras”, explica Melo. Mesmo assim ele afirma que Minas tem se desenvolvido na meritocracia e gestão de pessoas. Para isso o governo criou projetos estruturadores em que cada área estabelece metas para que Minas Gerais seja melhor para se viver. “Concursos públicos não são suficientes. Na era do conhecimento as pessoas precisam ser motivadas”, afirma. Frederico acrescenta ainda que Minas foi o único estado que conseguiu demitir por avaliação de desempenho.

DEPOIMENTOS DOS CONGRESSISTAS

Maria Betânia Araújo - Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado de Alagoas (Itec)

“Trabalho em uma entidade focada na tecnologia, acredito que temos um pouco de dificuldade de cuidar das pessoas. Por esse motivo procuramos sempre eventos com essa finalidade, como o COMRH. O tema do congresso é bastante atual e útil para o meu trabalho. As palestras foram surpreendentes”.

Patrícia Ribeiro - BH Trans

“Quero elogiar, primeiramente, a organização do evento. Na minha opinião esta é a melhor edição. As palestras e debates também foram muito interessantes e atuais”

Maria de Lourdes Costa - Cemig

“É a segunda vez que participo do COMRH. Estou achando o evento muito mais organizado, a feira está mais espaçosa. Outro ponto positivo é que agora conseguimos conciliar as atividades. Participei de todas as palestras e de duas oficinas”

Edmara Fernandes - CSN Rio de Janeiro (RJ)

“As palestras estão me acrescentando muitas informações importantes como terminologias entre outros. Acredito que o congresso esteja fazendo uma síntese sobre o momento atual, uma ação necessária já que tudo está se desenvolvendo de maneira tão rápida. também quero mencionar a importante troca de experiências proporcionadas pelo evento”

Patrícia Ferreira Machado e Luciana Amaral - Nortearh

“Estamos participando da Expo ABRH com o estande da Nortearh. Fazemos um revezamento para assistir às palestras. Gostei muito da palestra da Edina Bom Sucesso. Ótimos conselhos para o meu dia a dia profissional. Em relação à feira, estamos gostando muito de participar. O movimento tem sido ótimo”.

Geisa Maciel - Cemig

“Estou achando a programação do COMRH muito rica e diversa. É uma oportunidade para crescimento profissional e pessoal, para realização de contatos, ampliação de redes. Gostei especialmente da Sala de Inovação, onde estou divulgando um trabalho que participei, na Cemig, vencedor do Prêmio Ser Humano”.

Rodrigo de Paula Oliveira - Hermes Pardini

“O que mais chamou a minha atenção no Congresso foi o tema da mesa redonda conflito de gerações. É um assunto presente na minha rotina de trabalho pois profissionais de diversas gerações dividem o mesmo ambiente. Também gostei muito da pelestra do Eugenio Mussak. A ABRH-MG está de parabéns”.

Renata Borges - Fiemg

“Através das palestras e debates conheci outras formas de trabalho, agregando vários perfis diferentes. É uma ótima oportunidade de aprendizado”.

Rejani Sabadini - Fiemg

“As discussões propostas, enfim, os temas abordados me fizeram despertar para outras realidades empresariais. Esse contato será muito proveitoso”.

Luciana Ferreira - CSN – Congonhas (MG)

“Ao participar da oficina Xadrez e Liderança fiz alusão a como lidar com as diferenças, principalmente no ambiente de trabalho. Nem sempre o que pensamos é o correto”.

Celito Luz Olivetti - Cesama – Juiz de Fora

“Achei as palestras bem motivadoras e cheia de novidades. Recebi orientações bem interessantes. Carlos Hilsdorf e Eugenio Mussak foram excelentes. No estande da ADM, na Expo ABRH-MG, conheci um serviço inovador. Vamos avaliar a implantação desse serviço na nossa empresa”.

Waleska Lino - Progem-BH

“Aprendi muito na programação deste congresso. Ações e exemplos bem interessantes que vou utilizar, com certeza, no meu dia a dia profissional e serão repassados aos meus colegas de trabalho”.


Regulamento para a 10ª edição do Prêmio Ser Humano estará disponível a partir de 1º de julho

A partir do dia 1º de julho deste ano o regulamento para da 10ª edição do Prêmio Ser Humano estará disponível no site da ABRH-MG (www.abrhmg.org.br).

Dividido nas modalidades Gestão de Pessoas e Responsabilidade Social Corporativa, o prêmio tem uma ampla abrangência e cobre as diversas áreas de atuação do profissional de Recursos Humanos, como meio ambiente, ciência e tecnologia, direitos humanos, trabalho e renda, cultura e lazer.

Os interessados poderão se inscrever e concorrer ao Prêmio (com base nos requisitos do regulamento) de 2 de agosto a 30 de setembro. Serão aceitos e avaliados projetos e ações desenvolvidas por empresas, profissionais autônomos que atuam na área de RH e estudantes. Mais informações pelo telefone (31) 3227-5797 ou e-mail abrhmg@abrhmg.org.br.

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