AGENDA

Mês anterior Próximo mês Maio . 2012

Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb
  1 2 3 4 5
6 7 8 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31   
Notícias

ABRH
O líder deve se aproximar e reconhecer a multiplicidade de sua equipe

Em entrevista a edição de setembro do jornal Assunto:RH, a diretora da área de Capital Humano da AON Hewitt, Thais Blanco, aborda a diversidade de personalidades em uma equipe de trabalho.

Uma característica marcante nas empresas atuais é a grande diversidade de profissionais ocupando um mesmo ambiente de trabalho. Ou seja, diferentes gerações, com percepções, crenças e valores distintos. Como as lideranças devem se comportar diante de tamanha multiplicidade de gostos, hábitos e formas de trabalhar? 

O primeiro passo, e ponto que considero fundamental, é a liderança reconhecer que existem essas diferenças no ambiente de trabalho. Essa ideia de tratar todos da mesma forma, proporcionar um ambiente homogêneo, possibilitar práticas padronizadas, não existe mais. É como na vida pessoal. Se você tem três filhos, por exemplo, não vai tratá-los de forma igual. E isso não quer dizer que você gosta  mais de um ou de outro, eles simplesmente são diferentes e devem ser tratados de forma diferente. Portanto, entender e reconhecer os diversos hábitos, personalidades, o que é importante para cada um dos profissionais, a maneira de dar feedback a cada um deles é essencial. E como fazer isso? Tão importante como reconhecer que o ambiente de trabalho é formado por pessoas diferentes, é preciso estar próximo do seu funcionário. Somente dessa forma o líder pode perceber a multiplicidade de gostos, hábitos, valores e personalidades e como tratar cada uma delas. 

É de conhecimento geral que uma característica marcante dos membros da Geração Y é a multitarefa. Falam ao telefone, trocam e-mails, respondem aos colegas, às lideranças, falam nos bate-papos virtuais, tudo ao mesmo tempo. Mas uma característica que se sobressai ainda mais que as outras citadas, é o uso constante do bate-papo virtual como MSN, Gtalk, Skype, facetalk (só para citar os mais populares). A liberação dessas ferramentas, por parte da empresa, pode prejudicar o rendimento dos trabalhadores? Por quê? 

Sim e não. Esta resposta está estreitamente relacionada à questão anterior. Ter o rendimento prejudicado pelo uso de ferramentas virtuais de bate papo é uma consequência. Não é o problema em si. Isso pode sim acontecer, mas, volto a dizer, o mais importante é conhecer sua equipe e saber lidar com cada um dos profissionais. 

Se essas ferramentas forem usadas com maturidade podem ajudar e muito na produtividade. A geração Y, por exemplo, produz através de vários estímulos. Limitar o uso do bate-papo virtual e das redes sociais poderia gerar um efeito contrário ao esperado, prejudicando o rendimento desses profissionais. 

Reforço que é preciso estar atento a duas armadilhas: a não proximidade das lideranças com a sua equipe pode fazer com que a simples liberação das ferramentas leve ao uso irresponsável; e outra, delegar uma tarefa muito genérica a um profissional da geração Y, ao mesmo tempo permitindo o uso das redes, pode trazer uma grande confusão para essa geração. 

Diferente da geração X que gosta de resolver grandes problemas, independente de quão genéricos eles sejam, a geração Y se adapta melhor a uma tarefa mais objetiva. Esse profissional terá um rendimento muito melhor se lhe for demandado a resolução de um micro-processo de todo o problema. Dessa maneira ele conseguirá adequar sua forma de trabalhar com vários estímulos às tarefas demandadas pela empresa e não ficará perdido diante de uma grande questão. 

Diversos estudiosos do tema, entre eles o professor Silvio Meira (responsável pela criação do pólo de tecnologia do Recife), defende que grande parte dos problemas das empresas podem ser resolvidos com o auxílio do público externo, ou seja, através da rede informal de cada um dos trabalhadores. Nesse contexto, as ferramentas de bate papo virtual e todas as redes sociais têm papel fundamental. Você concorda com esse raciocínio. Por quê? 

Sim. E volto a reforçar que o ponto crucial está na preparação do líder. Ele deve estar próximo e se conscientizar sobre as diferenças de sua equipe, focando seu método de gestão na multiplicidade. Grande parte dos profissionais, sobretudo os da geração Y, tem uma extensa rede de contatos e dessa maneira resolvem os seus problemas e demais impasses e tarefas. Hoje as lideranças devem se ajustar a isso e não basta o RH propor trabalhos e treinamentos com toda a equipe se o líder não se conscientizar dessa mudança de estrutura. O ponto principal está no processo de formação da liderança. 

Grande parte das lideranças atuantes no mercado de trabalho pertence à Geração X ou mesmo à Baby Boomer. Quais dicas práticas você daria para esses líderes se relacionarem da melhor maneira possível com os jovens da Geração Y. 

Não existe uma receita de bolo. A principal dica é conhecer seu colaborador e encontrar brechas para se relacionar com ele. Seja em um almoço, no happy hour, uma reunião mais formal, com práticas de team building, como eventos, workshops, palestras etc. Isso vai variar de acordo com a equipe e os profissionais que a compõe. Outra dica fundamental é a disponibilidade de tempo. Tente adequar sua agenda a essas atividades. Por isso é tão importante pensar na forma de se relacionar. 

Comentários